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Fecomércio-SC vai lançar o Observatório do Turismo Catarinense

 

Por Andréa Leonora, editora da coluna Pelo Estado

Menos de uma semana depois de retornar de uma missão empresarial a Nova Iorque (EUA), onde visitou o maior evento do varejo mundial, a NRF Big Show, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC), Bruno Breithaupt, recebeu nossa reportagem para uma entrevista exclusiva. Além de avaliar a recente missão e anunciar as próximas, para Grécia e Portugal, ele falou de outros avanços obtidos nos Estados Unidos e fez uma análise do momento do país.

O líder empresarial destacou o otimismo dos segmentos representados pela Federação e afirmou que Turismo será o principal foco de atuação da entidade, tanto pela repercussão econômica que traz quanto pelo impacto em geração de emprego e renda. Breithaupt está à frente da Fecomércio-SC desde março de 2009, quando assumiu depois da morte do ex-presidente Antônio Edmundo Pacheco. Um ano mais tarde foi eleito e reeleito, sempre por unanimidade ou consenso. Agora cumpre mandato iniciado em 2018 e que se estenderá até 2022. No comando da Fecomércio-SC ele viveu o que classifica como a maior crise econômica do país. E é na presidência da entidade, apostando no otimismo de empresários e consumidores, que Breithaupt espera ver a reversão do momento crítico em um novo ciclo de crescimento.

 

 

[PeloEstado] – A sua recente vigem aos Estados Unidos foi produtiva para Santa Catarina?

Bruno Breithaupt – Temos ido praticamente todos os anos à NRF Retail’s Big Show, sempre com a expectativa de verificar as grandes mudanças que acontecem no varejo mundial. Nova Iorque é a meca do consumo do mundo e sempre nos traz boas referências. O principal tema debatido na edição 2019 foi com relação ao mundo digital, à utilização da inteligência artificial para identificar formas personalizadas de satisfação do consumidor. É a personificação do atendimento. E para o empresário, formas de controle de estoque, formação de mix de produtos, ações de marketing e logística de entrega dos produtos, no caso do e-commerce. Já existem empresas que, se você faz a compra até as 11 horas da manhã, receberá no mesmo dia ou no dia seguinte, em qualquer lugar do mundo. A operação envolve parcerias e instalação de depósitos ao redor do mundo. É um sistema fantástico.

[PE] – O comércio digital ameaça o presencial, tradicional?

Bruno Breithaupt – Na proporção em que os internautas ganham confiança nos sites de vendas online, essa modalidade de vendas cresce. Mas o comércio físico nunca vai desaparecer. A tendência é que as organizações, principalmente as grandes, tenham lojas físicas e vendas digitais. São oportunidades e conceitos de gestão diferentes e que podem ser complementares. Fica a critério de cada um, conforme seu ambiente de negócios e aspectos culturais, ir por um ou por outro caminho. Ou pelos dois.

[PE] – Além desse aprendizado, o que mais veio na bagagem?

Bruno Breithaupt – Algumas novidades bem importantes. Lá mesmo, ainda durante a missão, a Fecomércio de Santa Catarina recebeu o certificado de Membro da Câmara de Comércio Brasil América. Nós também estivemos no Consulado do Brasil em Nova Iorque e disso resultou o convite para apresentarmos startups catarinenses para participarem do TechDay, no dia 2 de maio. Estamos em tratativas com a nossa Câmara de Inovação e a Acate (Associação Catarinense de Tecnologia) para selecionar startups a serem indicadas por nós. É uma grande oportunidade que surgiu a partir da missão.

[PE] – E a Fecomércio-SC já prepara outras missões?

Bruno Breithaupt – Sim. Também no mês de maio nós temos uma missão para Portugal, mais voltada a empresários do ramo da alimentação e gastronomia. Antes disso, na última semana de abril, temos uma missão para a Grécia, com foco no Turismo e alimentos regionais, como óleo de oliva, azeitonas, frutas secas, vinhos, entre outros produtos. São missões com visitas técnicas, mas mais voltadas à prospecção de negócios.

[PE] – O Turismo vai receber mais atenção da entidade?

Bruno Breithaupt – Exatamente. E na terça-feira (29), junto com o Senac, nós vamos lançar o Observatório do Turismo Catarinense. Fizemos um trabalho inédito no país, envolvendo todas as instâncias de turismo de Santa Catarina e, no ato de lançamento, vamos entregar esse trabalho para a Secretaria de Estado de Turismo. Queremos fazer um movimento conjunto, principalmente com relação a dessazonalizar a atividade. Temos que aproveitar os demais meses do ano de forma que todas as regiões tenham atratividades para receberem visitantes. Santa Catarina é muito mais do que litoral no verão e Serra no inverno. Queremos promover uma interação entre os vários entes que atuam no setor para promover as centenas de lugares pitorescos que temos no estado.

[PE] – Considerando esse projeto, foi importante para a Fecomércio a nomeação da Flavia Didomenico como nova presidente da Santur, já que ela vem do Senac. Foi uma indicação de vocês?

Bruno Breithaupt – Não indicamos ninguém para o governo. A Flavia é uma profissional altamente competente que foi pinçada dos nossos quadros. Nós perdemos uma grande funcionária que, inclusive, participou da elaboração do Observatório do Turismo Catarinense e dos estudos que basearam essa nossa decisão. Agora, ela vai ser uma importante interlocutora para o projeto. O Turismo é muito importante para a nossa economia, já responde por 13% do PIB, mas ainda falta muito a ser feito. Temos um grande potencial a ser explorado, pela nossa formação cultural, tradições, gastronomia, clima, vinhos de altitude, queijo serrano. Somos capazes de agradar diferentes gostos e precisamos mostrar isso. São oportunidades de negócios! É preciso organizar uma agenda de ações e atividades para atrair mais turistas para cá. E cobrar dos municípios do Estado e da União os investimentos necessários na infraestrutura. E as regiões que mais avançarem na integração das instâncias estarão mais habilitadas para pleitear recursos públicos.

[PE] – Mudando o rumo da prosa… como foi 2018 para o setores representados pela entidade?

Bruno Breithaupt – Foi um ano difícil, com greve dos caminhoneiros, eleições, Copa do Mundo. Ainda assim, Santa Catarina se sobressaiu no crescimento do varejo. Nos 12 meses entre dezembro de 2017 e novembro de 2018, tivemos, conforme os dados oficiais, incremento de 8,5%, enquanto o índice nacional foi de 6,2%. Outro dado importante é que o PIB anual de Santa Catarina está sendo estimado entre 3% e 4%, quando o nacional deve chegar no máximo a 1,2%. Nosso índice geral de desemprego é de em torno de 6%, contra 12% do país. Santa Catarina descola do país mais uma vez e mostra que é um estado de economia diversificada, bem distribuída, com renda média maior e bem equilibrado. Como eu disse, foi um ano difícil, mas superado. A partir do resultado das eleições houve uma mudança no humor do consumidor e do empresariado, agora mais otimistas.

[PE] – E qual a expectativa para 2019? Mais crescimento?

Bruno Breithaupt – Fizemos uma pesquisa que mostrou que 82,7% dos consumidores catarinenses acreditam que 2019 será um ano melhor. Na virada para 2018 esse índice era de apenas 55%. A expectativa de aumento de vendas foi pontada como ótima por 89% dos empresários consultados. O que se confirma, já que 18% dos empresários pretendem ampliar ou melhorar as suas lojas físicas. Outros 13% pretendem abrir novas lojas. Isso indica a boa motivação para o ambiente de negócios em 2019, no varejo, nos serviços e no turismo.

[PE] – Por que essa motivação?

Bruno Breithaupt – Pela abertura de vagas de trabalho, esperança que as promessas de campanha de sejam cumpridas, tanto em nível estadual quanto nacional.

 

FECOMÉRCIO

  • 64,2% dos empregos de SC. Quase 1,4 milhão de trabalhadores com massa salarial de R$ 23 bilhões
  • Mais de 640 mil empresas, que respondem por 51,2% da arrecadação de tributos
  • 66% de participação PIB/SC
  • 72 sindicatos de sete diferentes setores
  • É gestora do Sesc e Senac em Santa Catarina

SESC

  • 200 cursos e serviços
  • Quase 400 mil matrículas (Cartão Sesc) para acessar eventos e serviços
  • 48 unidades fixas e móveis
  • 2.807 colaboradores
  • 21 Creches, 21 Centros de Educação Infantil, 13 Escolas de Ensino Fundamental, 4 Unidades com Educação de
  • Jovens e Adultos

SENAC

  • Perto de 80% de empregabilidade
  • Quase 400 cursos oferecidos (até novembro/2018)
  • 48.041 matrículas na educação profissional (até novembro/2018)
  • 30 unidades operativas
  • 2036 colaboradores
  • 526 empresas atendidas no atendimento corporativo
O Blumenauense

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