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Hospital Santa Isabel adquire robô cirúrgico para procedimentos em diversas especialidades

 

 

 

Por Gabriel Silva

O Hospital Santa Isabel (HSI), de Blumenau, será a primeira unidade do estado a contar com cirurgias robóticas entre suas especialidades. A Instituição, que é referência nacional em procedimentos de alta complexidade, acaba de firmar contrato com a representante nacional da empresa americana Intuitive para aquisição de um robô-cirurgião do modelo Da Vinci Si. O início da operação, previsto para o mês de maio de 2019, representa um grande avanço para a medicina do estado. Atualmente, a tecnologia está presente em poucos centros de referência hospitalar, em sua maioria em capitais e grandes metrópoles.

Desde outubro de 2018, o HSI mantém parceria com o Hospital Santa Catarina (HSC), em São Paulo, local para onde os pacientes de Blumenau e região são transferidos, acompanhados de seus médicos, para realizar os procedimentos. Ambos são administrados pela entidade filantrópica Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC) e fazem parte do Programa de Cirurgia Robótica da Instituição.

Cirurgião geral e especialista em procedimentos minimamente invasivos e robóticos, Dr. Pedro Trauczynski, responsável pelo Programa de Cirurgia Robótica no HSI, revela que o custo para trazer a tecnologia até o Hospital Santa Isabel chega aos R$ 12 milhões.

“Há aproximadamente sete anos, o Hospital Santa Isabel chegou a iniciar um projeto de implementação de cirurgia robótica mas, devido ao alto custo da tecnologia, o plano não foi viável para aquele momento. Em 2018, retomamos o projeto, pois o método estava sendo implantado no HSC, unidade que integra a rede da ACSC. Com isso, a gestora estabeleceu parceria com a representante do robô no Brasil para viabilizar a aquisição de mais equipamentos e a implementação de um programa de robótica em rede, trazendo o pioneirismo da cirurgia robótica para seu hospital catarinense, o Hospital Santa Isabel”, explica o especialista.

Todas as cirurgias por via laparoscópica podem ser feitas com o robô-cirurgião. As principais especialidades envolvidas são: urologia, cirurgia geral e digestiva, ginecologia, cirurgia torácica, cirurgia de cabeça e pescoço, entre outras. O Dr. Trauczynski explica que o paciente operado por via robótica leva ainda mais vantagem quando as cirurgias são mais complexas, pois permite a realização do procedimento por técnicas minimamente invasivas. Procedimentos complexos de hérnias de parede abdominal e especialidades como urologia, ginecologia, cirurgia digestiva e torácica serão as mais beneficiadas pela cirurgia que utiliza esta técnica.

 

 

O Robô Da Vinci Si

O robô possui quatro braços, sendo que um fica com uma câmera e os outros três realizam a operação, comandado pelo cirurgião. O médico cirurgião especializado tem a possibilidade de realizar a cirurgia com uma imagem 3D, que pode ser ampliada em até 15 vezes. A principal vantagem é a precisão das pinças robóticas controladas pelo cirurgião, que realizam movimentos de 360 graus, mais precisos e com uma melhor ergonomia. Estas pinças são especialmente úteis quando são trabalhadas em cavidades com restrição de espaço como a pelve, o tórax e a parede abdominal, ou em suturas/pontos cirúrgicos complexos ou na ligação de dois vasos sanguíneos ou nervos. Permanecem presentes na sala um cirurgião auxiliar, que fica ao lado do paciente para eventual intercorrência, um instrumentador cirúrgico e o anestesista.

“A cirurgia robótica é minimamente invasiva, porque o robô tem melhor ergonomia em espaços apertados e maior precisão por meio do movimento de 360 graus das pinças. É importante mencionar que quem realiza a cirurgia é o médico, não o robô. É a mesma lógica de um piloto de avião e, por isso, é um procedimento seguro. Ainda, minimiza os riscos de sangramento e gera menos dores, levando a melhores resultados aos pacientes no pós-cirúrgico”, completa o Dr. Trauczynski.

Enquanto aguarda a chegada do robô-cirurgião, o Hospital Santa Isabel vem capacitando seu corpo clínico. Para se tornar um cirurgião habilitado, o médico cirurgião precisa passar por um treinamento teórico e avaliação, atingir metas mundialmente pré-estabelecidas em simuladores (similar ao treinamento de pilotos de avião) e ainda realizar uma prova prática nos centros mundiais de treinamento da empresa americana. Só então, o cirurgião passa a ser habilitado à tecnologia. O HSI também dará oportunidade para que profissionais de outros hospitais do estado e da região Sul participem do Programa e tragam seus pacientes até a unidade.

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