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Quatorze mulheres mostram suas cicatrizes da guerra contra o câncer, em Blumenau

 

 

 

Fotos do evento: Marlise Cardoso Jensen [OBlumenauense], com participação de Fernanda Rosa 

As imagens são fortes e mostram a força de vencer uma doença que assusta, mas não necessariamente mata. Com a ajuda de uma aliada como a Rede Feminina de Combate ao Câncer, a mulher tem um exército disposto não só a lutar pela sua vida, mas para que possa ser feliz mesmo com as cicatrizes.

Quatorze dessas guerreiras tiveram a coragem de mostrar as cicatrizes dessa luta, com um símbolo de vitória. O objetivo da exposição Revigorar, é mostrar a beleza, emoção e alegria que existe por trás da roupa, mesmo de quem passou ou está passando por um processo tão intenso quanto o tratamento do câncer de mama.

 

 

A abertura aconteceu na noite desta segunda-feira (16/09/19) com presença das mulheres fotografadas por Mariana Florencio, que durante as sessões contou com uma equipe voluntária de maquiagem e produção. Foi uma iniciativa do CIC Blumenau com o apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer que traz um editorial de moda. Junto com as fotos com peças que são tendência, imagens das cicatrizes e marcas da mastectomia.

Para ela, captar no olhar e na expressão das modelos a vivacidade que há nelas foi o grande presente da exposição Revigorar. “Foi emocionante perceber quanta energia existe em cada história. Saímos todos emocionados e felizes com o resultado”, comenta.

 

Mariana Florencio ao lado de Leocadia Zimmer, de 50 anos, uma das mulheres que posou para as fotos.

 

A exposição está aberta no piso superior do CIC Blumenau, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, aos sábados das 8h às 18h30min e fica na Rua Dois de Setembro, n° 1.395, no bairro Itoupava Norte, em Blumenau.

A presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau, Maria Christina Dorigatti, diz que a ação que reúne arte e conscientização traz uma abordagem valiosa para o Outubro Rosa. “O processo que envolve a mastectomia não é fácil e exige que a mulher se reconstrua. Dar a essas 14 pacientes a oportunidade de se reencontrarem com a sua beleza e mostrar ao público que existe uma vida vibrante durante e depois do tratamento é fundamental para inspirar quem está passando por ele”, comenta.

 

 

Daniela Marthental, presidente do CIC Blumenau, destaca que a proposta é usar a moda como ferramenta de autoestima. “Vimos nessas histórias a possibilidade de mostrar que, embaixo de cada roupa ou acessório, há uma história. E é isso que faz com que cada pessoa seja única”, comenta. “Queremos promover um olhar carinhoso sobre o corpo, reafirmar que cada beleza é única e fazer com que mulheres que passaram ou estão passando pelo tratamento do câncer de mama tivessem contato com o seu amor-próprio”, acrescenta.

 

 

Junto com cada foto, o relato do que passaram essas mulheres. É o caso de Sirlei Medeiros Alves, de 50 anos. O cabelo dela começou a cair há um ano, no dia do seu aniversário. Quando se olhou no espelho pela primeira vez sem o seio e quase careca, se desesperou. A sensação de ver no reflexo um corpo sem a identidade que cultivou durante os mais de 40 anos de vida foi motivo de um choro desolador.

Mas, depois dele, ela decidiu partir ao reencontro da mulher vaidosa que sempre foi. Tentou usar lenços e perucas mas, aos poucos, sentiu segurança para assumir a queda dos cabelos. Técnica de enfermagem, Sirlei percebeu a importância que é se sentir cuidada e amada pela família. Hoje não pensa “porque eu?, mas se pergunta “pra quê eu?”. E sabe que sair do modo piloto automático na profissão e na vida são marcas que a doença vai deixar para sempre. “O câncer não veio para me destruir, mas para me reconstruir”.

 

Daniela Marthental, presidente do CIC Blumenau; ao lado de Leocadia.

 

Uma experiência de autoestima

As imagens são resultado de um dia promovido pelos voluntários que apoiaram o projeto. Um time formado por profissionais de maquiagem, moda e vídeo fez a produção individual de cada participante, de acordo com os seus gostos e o seu estilo. Muitas delas não tinham vivido essas experiências.

Para a presidente do CIC, a troca que aconteceu entre elas e a valorização da beleza de cada uma por parte dos profissionais fez toda a diferença. “Estávamos juntos para mostrar que cada participante pode ser modelo, assumir as peculiaridades do seu corpo. Foi um dia de aceitação e de emoção”, lembra. Na mesma data, elas compartilharam as suas histórias, que estarão, além da exposição, nas redes sociais do CIC.

Além do CIC Blumenau e da Rede Feminina de Combate ao Câncer, foram voluntários da ação: Mariana Florencio, Camilla Meier, Megg Cypriani de Abreu, Bruna Gabriela Knop, Melz Assessoria de Imprensa, pen.ag, Valvulado Filmes, YES! Press Impressão Digital, Bertha Confeitaria e Decanter Vinhos Finos.

 

 

Foto: Mariana Florencio

 

Foto: Mariana Florencio

 

Foto: Mariana Florencio

 

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