Em áudio gravado, Temer teria dado aval para comprar silêncio de Cunha

 

Um notícia publicada na noite dessa quarta-feira (17/5/17) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, mexeu as estruturas políticas do Brasil. Segundo o texto, o presidente Michel Temer foi gravado em áudio por um dos donos do grupo J&F, proprietário da marca JBS, falando sobre a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Para resolver o assunto, Temer indicou o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que teria sido filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley Batista. O dinheiro seria uma mesada dada à Cunha que ficasse não revelasse nada sobre o presidente.

Temer ouviu do empresário Joesley Batista, da JBS, que ele estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para que ficassem em silêncio. O presidente avisou: “Tem que manter isso, viu?” Isso tudo surgiu depois que Joesley e seu irmão Wesley foram ao gabinete do ministro do Supremo Edson Fachin com o objetivo de fazer um acordo de delação premiada.

A Polícia Federal teria filmado um primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebendo supostos R$ 2 milhões, que o tucano pediu a Joesley. Segundo O Globo, na delação o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega é mencionado como contato com o PT. A reportagem também diz que Joesley teria pago no total R$ 5 milhões para o ex-presidente da câmara dos deputados,  desde que foi preso em outubro de 2016.

Seria a primeira ação da Polícia Federal buscando provas em flagrante dentro da Operação Lava Jato, onde Cunha já foi condenado em primeira instância.  na Lava Jato e, mesmo detido, encaminhou em processos em que é acusado perguntas a Temer a respeito de pagamentos em campanhas eleitorais.

A JBS esteve na mira de investigações da Polícia Federal em diferentes frentes desde 2016. Na sexta-feira (12), a PF deflagrou operação sobre supostas irregularidades na concessão de empréstimos do BNDES. O juiz responsável, Ricardo Leite, de Brasília, negou um pedido de prisão contra os donos da empresa. Em janeiro, uma operação mirou o grupo ao apurar suspeitas de concessão de créditos pela Caixa Econômica.

Na manhã desta quinta-feira (18), policiais federais chegaram por volta das 6h30min no apartamento do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, para cumprir um mandato de apreensão e busca. Ele responde a 6 inquéritos na operação Lava Jato. A irmã e principal assessora dele, Andrea Neves, também recebeu um mandato de busca e apreensão, assim como de prisão. Os policiais não encontraram Andrea hoje de manhã.

Em nota, o presidente afirma que nunca participou ou autorizou qualquer tipo de ação para evitar acordos de delação premiada por investigados.

Confira a íntegra do comunicado:

O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.

Secretaria Especial de Comunicação Social

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