Estudante de Blumenau é único brasileiro a participar de grupo de estudo no G20

 

Por Martha Kienast

Com apenas 17 anos, o estudante de Blumenau (SC) Enrique Jana Silveira conquistou o direito de participar do Fórum G20, realizado em Hamburgo, na Alemanha. O encontro reuniu líderes de países das Américas, Ásia e Europa como Donald Trump, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente Vladimir Putin, o presidente Michel Temer, e tantos outros. O estudante da Escola Barão teve todas as despesas pagas pelo Ministério das Finanças da Alemanha, uma vez que esse país preside o G20 deste ano, e participou da iniciativa “Global Classroom”, um braço do fórum para que estudantes de Ensino Médio tenham a oportunidade de estudar e debater sobre a política financeira internacional. “Ele foi o único estudante brasileiro selecionado. A participação estendeu-se por três meses de estudos na plataforma virtual e exigiu muito esforço e disciplina”, explica a professora de língua estrangeira, Maria Beatriz Niemeyer.

 

 

Enrique dividiu a sala de conferências com 20 jovens de 13 países (Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Espanha, Indonésia, Inglaterra, Japão, México, Rússia e Turquia). O estudante de Blumenau conta que nos cinco dias que esteve por lá pôde compartilhar um pouco da realidade política e financeira do Brasil e trocar informações com os participantes de outras nações. “Foram muitos os benefícios nesta experiência. Acredito que os maiores sejam o conhecimento político, uma melhor visão sobre a situação dos países desenvolvidos e os subdesenvolvidos e a importância dos serviços básicos para a população”, afirma.

O fórum dos estudantes, realizado em língua inglesa, foi orientado por experts em Economia e seguiu os moldes parlamentares do G20 oficial. A professora da Barão afirma que experiências como esta podem trazer ainda mais benefícios para a vida acadêmica, social e até mesmo abrirá portas para o futuro dos participantes. “Os estudantes de hoje são os líderes de amanhã. A participação lhes dá uma visão mais ampla de mundo e contribui para despertar seu senso crítico e responsabilidade como cidadãos globalizados”, acrescenta a professora da Barão.

 

 

Enrique conquistou a oportunidade com o apoio do seu colega de 3ª série do Ensino Médio, Gabriel Thiem e com a orientação de educadores da Escola Barão. Em dupla, Enrique e Gabriel foram selecionados com a elaboração de um trabalho de pesquisa sobre o comércio eletrônico e a importância da digitalização no mundo financeiro globalizado. Antes, entre os meses de março e maio de 2017, ambos participaram de debates online, trabalharam nos módulos propostos, e realizaram pesquisas sobre o tema. Ao final dos módulos, os participantes puderam postar seus trabalhos para competir na seleção que levaria alguns estudantes do mundo a Hamburgo por ocasião do Fórum G20. Sabia-se desde o início que caso um trabalho feito em equipe fosse selecionado, apenas um integrante do grupo poderia viajar representando a equipe. Assim, Enrique e Gabriel decidiram que se vencessem, a oportunidade seria do Enrique, que foi quem realizou a maior parte da pesquisa e também porque Gabriel já havia tido outra oportunidade semelhante anteriormente.

 

Sobre o G20

O grupo é formado por: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e Países membros da União Europeia. O fórum foi criado há 18 anos pelos Ministérios das Finanças e Bancos Centrais com o objetivo de encontrar alternativas para crises financeiras internacionais. O encontro tem se engajado também em temas relacionados à política, gestão de clima, comunicação e a situação dos refugiados. Embora os temas deliberados não tenham força de lei, funcionam como recomendações às nações participantes. A cada ano é eleita uma nova presidência. Em 2017 a gestão é da Alemanha e em 2018 será a vez da Argentina.

O G20 jovem (Global Classroom), composto por estudantes de 17 a 19 anos, debateu os mesmos temas do G20, e ao final emitiu um documento com 20 perguntas que refletem a preocupação da juventude com questões que afetarão seu futuro. Representando as lideranças de amanhã, os jovens foram ouvidos e seu texto será levado aos Ministérios das Finanças dos Países participantes. No formato como feito desta vez em Hamburgo, o Global Classroom foi realizado pela primeira vez e foi um grande sucesso. Em anos anteriores a participação de jovens era bem mais restrita. Espera-se que a Argentina em 2018, e posteriormente os outros países que presidirem o encontro, prossigam com o Projeto.

O Blumenauense

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