Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Feira Brasileira da Cerveja: um mundo de opções para um mercado em crescimento


 

Por Claus Jensen, com fotos de Marlise Cardoso Jensen

Nesta sexta-feira (9/08/19) encerrou a 3ª edição da Feira Brasileira da Cerveja, que ocorre paralelamente ao Festival Brasileiro da Cerveja. Em 2018 participaram 81 estandes, um aumento de 60% em relação ao ano passado. Uma das novidades é a presença de expositores internacionais, fruto de uma parceria com a Nürnberg Messe, uma das maiores empresas organizadoras de eventos do mundo.

O evento aconteceu no Setor 3 e reuniu vários segmentos que fazem parte da produção do líquido precioso. Desde empresas que produzem rótulos, insumos, maquinários, Growlers, etc…

Nas fotos abaixo, algumas foram reunidas em uma galeria, para que fiquem juntas no mesmo assunto, como é o caso dessa abaixo. No final da matéria, aparecem elas individuais.

 

 

O SIMMEB contratou um estande com as suas associadas, uma delas a EMT (Eletro Mecânica Teixeira), que desenvolveu o protótipo de uma sala de brassagem tribloco para 200 litros. A intenção é produzir equipamentos maiores de até 2 mil litros.

 

 

“Hoje a empresa é muito focada no ramo têxtil, fabricando máquinas para tinturaria. A cervejaria é um novo nicho de mercado que estamos entrando.Percebi que nos últimos anos, muitas pessoas começaram a produzir cerveja artesanal por hobby e depois acabam montando um pub. Continuamos a atuar no ramo têxtil, que tem seus altos e baixos, mas o cervejeiro tem um grande potencial”, comentou o proprietário da EMT, Ronildo Teixeira, de 53 anos. Ele acredita que em médio prazo, o faturamento nesse segmento possa aumentar de 20% a 30%.

 

 

 

Ricardo Martins, de 51, é gerente de desenvolvimento de novos negócios da Granobrew, uma unidade da Granotec. A empresa trabalha com venda e representação de insumos como maltes, lúpulos, óleos essenciais, além de leveduras e outros produtos que fazem parte do processo de fabricação da cerveja. Foi a primeira vez que eles participam como expositores, mas ele já tinha vindo outras vezes para conhecer a feira.

 

 

“O foco principal da nossa empresa é a cerveja especial e artesanal, um fenômeno que tem crescido nos últimos anos, apesar de ainda representar um percentual muito pequeno de toda cerveja produzida no país. Mas já é um produto consolidado, com grande potencial de crescimento nos próximos anos”, comenta Martins. A Granobrew participa de outras feiras importantes como a Brasil Brau, que é bianual e acontece em Cidade Vargas (SP), além da Mondial de la Bière, que é realizada no Rio de Janeiro (RJ).

 

 

 

Chopeiras são essenciais para quem monta um pub ou bar que comercializa chopes e cervejas. No estande da Chopeiras Memo, de Ribeirão Preto (SP), aparecem algumas diferenciadas como em formato de guitarra, motor, guidão de moto, bombas de gasolina, saxofone e até uma bola em alusão à copa do mundo. Elas fazem parte da linha de produtos personalizados.

 

 

Segundo o gerente de marketing, Daniel G. Gonçalves, de 36 anos, a empresa trabalha com as chopeiras a gelo, expansão direta e projetos especiais voltados ao segmento de extração de chope. A linha de chopeiras especiais está vinculada ao surgimento de pubs novos que buscam um diferencial temático.

 

 

Além de ter uma equipe que desenvolve os projetos, a empresa tem uma câmara de ensaio, onde o produto é testado, para a temperatura do chope. A grande aposta da empresa é uma cervejeira, onde o cliente guarda as garrafas de cerveja e pode controlar a temperatura a distância. É um sistema inteligente que funciona conectado junto com um aplicativo. “Se a pessoa estiver fora de casa e quiser deixar a cerveja gelada em uma determinada temperatura, basta programar no aplicativo. Caso não lembre qual a ideal da Ale Pale, basta digitar o estilo, que ele o sistema regula automaticamente”, comentou Daniel. O controlador de temperatura no produto é touchscreen.

 

 

Gonçalves disse que considera a feira em Blumenau uma das mais importantes do país, tanto que a Memo participa há 5 anos, não só como expositora, mas também patrocinadora. “Temos um dos maiores estandes e acreditamos na feira em Blumenau, por ser a capital nacional da cerveja. A cada ano nos surpreende o crescimento desse mercado e do evento, que em dois dias já superou os três do ano passado”, comentou.

 

 

Nossa visita aconteceu na quinta-feira (8/02/18), dia em que o Festival Nacional de Cervejas recebeu 8.416 pessoas, totalizando 14.418 até o fim da noite. Neste sábado (10), entre às 15h e 1h de domingo (11), será a última chance de conhecer os rótulos vencedores do concurso e alguns dos 800 comercializados no evento. A entrada de hoje é mais cara: R$ 36.

 

 

 

Além dos estandes das várias cervejarias, também há os de alimentação. Em um deles, está uma tradicional casa de hambúrgueres, Pepper Jack, localizado na Rua Joinville, bairro Vila Nova. O proprietário, Caio Fontenelle, que também tem o restaurante Figuera, não fica só no caixa ou orientando a sua equipe, mas “pega junto” na confecção dos lanches na cozinha. Empreendedor de iniciativas, ele criou outro evento que já marcou a cidade: o Food Truck Festival.

 

Caio Fontenelle, proprietário do Peeper Jack

 

“Blumenau tem vocação cervejeira e para nós é uma alegria apoiar um movimento como esse. O festival já é referência no Brasil e na América Latina, tanto que tive o prazer de conhecer noruegueses e alemães visitando o evento”, comenta Caio. Questionado sobre o interesse em lançar um rótulo próprio da bebida, Fontenelle disse que está empenhado em promover as marcas regionais. “Estamos fazendo um movimento forte nos restaurantes para valorizar as cervejas artesanais da região”, finaliza o empresário.

 

 

 

 

O professor universitário Ricardo Macario, de 34 anos, leciona turismo e veio de Niterói (RJ) para o festival. Ele já chegou a morar em Brusque durante algum tempo e estava no apartamento de um amigo no bairro Ponta Aguda. “No festival em Blumenau você tem estilos de cerveja que dificilmente são encontrados em outros lugares. Além da qualidade excepcional, os preços também são convidativos e os produtores são abertos para receber críticas sobre seus produtos. O pavilhão onde está sendo realizado o festival, já está acostumado a receber grandes eventos. A organização consegue dar a mesma qualidade de uma Oktoberfest. Afinal para um evento que reuniu em dois dias cerca de 14 mil pessoas, não ter filas nos banheiros, sem confusão, com lugar para sentar nas mesas; só dá para parabenizar”, conclui Macario.

 

Seguem mais fotos da feira e do festival

 

O Blumenauense

Denúncias, problemas ou elogios? Nos escreva para contato@oblumenauense.com.br

Posts relacionados

*

*

Top