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Técnicos do Samae visitam moradores da Nova Rússia para fazer diagnóstico sanitário

 

 

 

A parceria entre o Samae e a Secretaria de Turismo e Lazer (Sectur) no desenvolvimento do Plano de Desenvolvimento do Turismo Sustentável da Nova Rússia (PDITS) já incentivou ações na área de saneamento e coleta de resíduos. O PDITS tem o objetivo de realizar ações voltadas ao desenvolvimento da região, que tem forte atuação no turismo sustentável.

Uma equipe da ETA III está trabalhando, desde o dia 25 de março, para fazer o diagnóstico sanitário das famílias daquela região. Humberto Bruzadelli, técnico da ETA III, explica que até agora 30 propriedades foram visitadas, sendo que seis mantém atividades comerciais ativas além de moradias. “Estamos recebendo grande apoio da comunidade durante as visitas. As pessoas sabem a importância do nosso trabalho e querem contribuir para melhorar e proteger os mananciais daquela região”, conta Humberto.

A intenção é reunir o máximo de informações sobre a destinação do esgoto e outros resíduos, como o lixo orgânico e reciclável, para identificar a forma de tratamento do esgoto mais adequada. O diretor-presidente do Samae, André Espezim, relembra o que já foi realizado para contribuir com o plano e as ações que a autarquia ainda vai desenvolver no local.

“Nossa intenção é melhorar a infraestrutura para que a ETA III também seja uma atração turística. Já realizamos algumas reformas e estamos concluindo outras, também estamos trabalhando em um projeto para a ampliação da rede de abastecimento em aproximadamente 2,5 km. Mapeamos os lugares onde serão colocados containers para o lixo e apresentamos uma proposta de construção de fossas ecológicas”, afirma.

Além dessas ações, o Samae promove a proteção das nascentes do Ribeirão Garcia em parceria com o IPAN, contribuindo com R$ 168 mil/ano. “A autarquia não apenas trata e fornece água de qualidade, mas implementa ações que asseguram que esta chegue à captação nas melhores condições possíveis”, finaliza André Espezim.

Dados tabulados das residências visitadas até agora:

Em relação à fonte de captação da água:

– 60% Nascentes
– 33, 3% Poço semiartesiano
– 6,6% Poço artesiano

Esgotamento sanitário:

– 56,6% Fossa séptica com filtro anaeróbico
– 13,3% Apenas fossa séptica
– 13,3% Fossa séptica com sumidouro
– 10% Apenas sumidouro
– 6,6% Lançamento direto no Ribeirão Garcia

Projeto de Construção de fossas ecológicas:

Primeira etapa iniciada: diagnóstico – técnicos do Samae estão fazendo a identificação das condições sanitárias de cada moradia.

Sugestão: melhor alternativa para o tratamento de esgoto em propriedades rurais é o tanque de evapotranspiração. Conhecido como fossa de bananeiras, baixo custo de implantação.

Por Sílvia Regina [SAMAE]

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